Fortaleza de São José da Ponta Grossa

Como chegar?

Praia do Forte, Norte da Ilha

Depois de ter sido abandonada no final do século 19, quando moradores da região Norte da Ilha chegaram a usar pedaços da antiga estrutura na construção de suas residências, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa foi finalmente tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938. Mas somente em 1976 as ruínas começaram a ser limpas da vegetação, e algumas estruturas como as imponentes muralhas, a Casa do Comandante e a Capela precisaram ser consolidadas antes dos trabalhos de restauração.

Desde 1992, a UFSC é responsável pela restauração, conservação e administração do conjunto arquitetônico colonial construído entre 1740 e 1744.

Debruçada sobre os costões da Ponta Grossa, e com as areias brancas da Praia do Forte ao lado, na boca da Baía Norte, a Fortaleza oferece um visual magnífico do entardecer sobre o Continente, logo em frente. Esse importante sítio arqueológico mantém em exposição permanente vários objetos encontrados durante as escavações para pesquisas sobre a história da Ilha de Santa Catarina feitas desde 1990.

A fortaleza está localizada na Ilha de Santa Catarina, na direção norte, aproximadamente a 25 quilômetros do centro da cidade. Estrategicamente situada no alto do morro da Ponta Grossa, emoldurada pela beleza dos costões e a areia da Praia do Forte. Esta fortaleza configurava o segundo vértice do triângulo de fogo idealizado pelo Brigadeiro Silva Paes. Teve o início de sua construção em 1740 e foi concluída em quatro anos. Em 1765, para completar a sua defesa no flanco leste, foi construída a Bateria São Caetano, localizada junto à Praia de Jurerê, a 200 metros da fortaleza.

A Fortaleza de São José da Ponta Grossa é um harmonioso conjunto arquitetônico circulado por espessas muralhas. A edificação mais significativa é a Casa do Comandante, construção de dois pavimentos que, curiosamente abriga também o paiol da pólvora. A Capela é a única fortificação do sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina que foi reconstruída.  Em 1987, a área foi cadastrada como sítio arqueológico e em 1990 a UFSC conclui o processo de prospecção arqueológica. Hoje temos uma exposição permanente montada com alguns dos artefatos encontrados nas escavações.

Em 1992, o Projeto Fortaleza conseguiu restaurar a maioria de seus edifícios. No processo de restauração buscou reconstruir a volumetria dos edifícios, seus vão originais e coberturas, preservando elementos remanescentes e as intervenções ocorridas ao logo de sua história. Ficam evidentes as técnicas e materiais utilizados na reconstrução, e o visitante pode discernir entre o original e o restaurado.

Esta fortaleza é a única que se tem acesso por terra, pois a Ilha de Santa Catarina está ligada à parte continental através de três pontes.

Curiosidade

Durante a invasão espanhola de 1777, o então comandante da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, capitão Simão Rodrigues de Proença, entregou o forte sem combate, após três dias de cerco, seguindo ordens do governador da capitania, Pedro da Gama Freitas. Julgado e condenado pela coroa portuguesa no processo aberto após a devolução da Ilha de Santa Catarina pelo tratado de Santo Ildefonso, um ano depois, acabou morrendo na prisão.




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