Parque Municipal Arqueoastronômico da Galheta

Como chegar?

Bairro Lagoa da Conceição. Próximo às praias: Praia Mole, Barra da Lagoa, Praia Moçambique e Praia da Joaquina.
Parque Municipal da Galheta conta com uma área total de 149,3 hectares, abrangendo a Barra da Lagoa, toda a praia da Galheta e o morro que a circunda até a Praia Mole.

O trabalho persistente de naturistas, ecologistas e políticos, conscientes da necessidade de preservar um dos maiores atrativos turísticos de Florianópolis, fez com que fosse criado o Parque Municipal da Galheta, por meio da Lei 3455/90, sancionada pelo Decreto 698/94.

Ao longo de suas vertentes, o Morro da Galheta apresenta basicamente quatro tipos de ecossistemas, de acordo com sua constituição geológica e altitude: encostas de solos rasos, onde a cobertura vegetal original é a formação do tipo “floresta ombrófila densa”, solos arenosos em baixas altitudes, cuja cobertura vegetal é constituída por “vegetação de restinga”, praia arenosa de mar aberto, com vegetação de praia e dunas fixas; e costões rochosos, que se estendem desde a desembocadura do Canal da Barra da Lagoa no mar até a Ponta do Caçador (extremidade norte da Praia da Galheta), passando pela Ponta da Galheta (extremo norte do maciço).

A peculiaridade deste sítio reside no fato de estar relacionado principalmente com os equinócios, embora haja alguns alinhamentos solsticiais. Em relação aos equinócios encontramos três pedras com tamanho em torno de 3 metros nomeadas como A, B e C. A pedra A repousa sobre a pedra B. Já a pedra C encontra-se cerca de 3 metros à leste das primeiras. O observador deve se situar a oeste destas pedras, próximo a uma parede rochosa, de modo que a conjunção das três pedras formem uma minúscula janela onde a linha do horizonte atravessa o seu interior. Se o observador deslocar-se a sua direita, a janela fecha-se, e se o observador deslocar-se a sua esquerda, a janela se desfaz. Exatamente na direção da janela o Sol nasce por ocasião dos equinócios (20-21 de março ou 21-22 de setembro).

É sabido que o movimento aparente do Sol na linha do horizonte durante a época dos equinócios é maior do que durante os solstícios em virtude da inclinação relativa da eclíptica com o equador celeste. O autor ainda não observou o comportamento do feixe de luz solar sobre a parede rochosa. O único vestígio arqueológico nas proximidades é uma inscrição rupestre descoberta por Adnir Ramos localizada numa das trilhas de acesso (também conhecida por Caminho dos Reis). Durante a pesquisa por parte do autor notou-se a ação de vandalismo no sítio, principalmente derrubada de algumas pedras e restos de fogueira.

Uma das evidências de que os fenômenos devem ser investigados reside na arbitrariedade dos solstícios e equinócios. Embora sejam fenômenos naturais, a determinação das épocas de solstícios e equinócios e sua relação com a duração dos dias e das noites é arbitrária, pois é fruto da interpretação humana. Diversas culturas e tradições encontraram seus meios de determinar tais épocas, formando assim seus calendários, através dessas observações. Estas variações sazonais refletem no ambiente e isso não passa despercebido por nenhuma cultura. Desde a migração de aves, até a aparição de grandes cardumes de peixes, passando pelo amadurecimento de diversos frutos, há vários ciclos ecológicos relacionados com as estações do ano. Portanto se em outros locais do mundo houve grupos que percebiam tais mudanças ambientais e sua relação com os fenômenos celestes, não seria nenhuma anormalidade inferir que as antigas tradições na Ilha de Santa Catarina fizessem o mesmo.




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