Produção de Ostras

Santa Catarina é responsável por 95% da produção nacional de moluscos bivalves (ostras, mexilhões, berbigões e vieiras). Hoje existem 695 famílias envolvidas no cultivo das ostras, mexilhões e vieiras, que integram 28 associações municipais, uma estadual, além de duas federais e duas cooperativas.

Em Santa Catarina as principais áreas de cultivo são: Palhoça, Florianópolis, Biguaçú, Governador Celso Ramos, Bombinhas, São Francisco do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Barra do Sul, Penha, Itapema, Porto Belo, São José. Sendo que 90% da produção de ostras são originárias da Baía Norte e Sul (Florianópolis, Palhoça, São José, Biguaçú e Governador Celso Ramos), com destaque para região do Ribeirão da Ilha, onde se concentra a maior produção de ostras.

O principal período de consumo das ostras é no mês de outubro a dezembro. Aproximadamente 90% das ostras são comercializadas via restaurantes. O plantio inicia em janeiro. Essa característica comercial limita o crescimento da atividade. Este fenômeno ocorre no mundo inteiro, porém já há uma tendência mundial para que as ostras sigam o mesmo caminho comercial dos mexilhões. “Para que isto se torne uma realidade, eu diria que temos ainda uns 10 anos pela frente. Isto porque para que esta mudança ocorra, há necessidade de mudança no hábito alimentar de consumo deste produto. No mundo inteiro a preferência de consumo é pelo animal vivo”, afirma o secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues.

O Brasil não exporta ostras, mexilhões e vieiras. Dentro do Brasil, os principais centros consumidores são: São Paulo e Rio de Janeiro. Em seguida vem Brasília, Belo Horizonte e demais estados. Os preços variam com o tamanho das ostras, existem, basicamente, três tamanhos (baby, média e grande). Dependendo do estado, há uma preferência pelo tamanho. Por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro dão preferência à ostra baby (com 6 cm). Outros estados preferem as médias (7 a 8 cm) e Santa Catarina as grandes (8 cm).

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